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27/01/2010
Aline Presa (Núcleo de Comunicação do FSM Sapiranga)
Fórum Social Mundial
fsm

Profissionais de diferentes áreas se reuniram na tarde desta quarta-feira em Sapiranga, para discutir a relação entre comunicação e educação, o papel da sociedade na produção de uma mídia mais social e a revisão das mídias através de uma leitura crítica dos meios de comunicação. Para participar do debate, estavam presentes os convidados: José Luiz Nascimento Sóter, coordenador-geral da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço); Roseli Goffman, psicóloga e representante do Conselho Federal de Psicologia; Christa Berger, coordenadora do curso de pós-graduação em ciências da comunicação da Unisinos e Maria Helena Weber, Coordenadora do curso de comunicação social da UFRGS.
De acordo com Roseli Goffman, são em situações como no Fórum Social Mundial que diferentes grupos estabelecem relações de integração e buscam novas ações coletivamente através da participação popular. A psicóloga alega que o papel da mídia interessa a todos os cidadãos uma vez que este se reflete em situações do dia-a-dia das pessoas, como a banalização da vida e a naturalização da violência.
Para Christa Berger, para se fazer uma leitura crítica da mídia é preciso que haja a compreensão do funcionamento desta. “Devemos entender como se dá a produção de conteúdo e as relações de poder político, econômico, assim como o poder da palavra e o poder da imagem”, acrescentou.
Maria Helena Weber apontou para a necessidade de capacitar as pessoas a “lerem” os meios de comunicação desde cedo. “A mídia dita padrões de comportamento e de consumo, além de fragmentar a realidade”, concluiu. A professora Andreia Cunha, participante do debate, reconhece que, como educadora, também pode ajudar seus alunos a fazer a leitura crítica da mídia. “A LDB (Lei de Diretrizes e Bases), diz que como professores devemos desenvolver o espírito crítico”.
Destacando a importância de uma mídia que realce diferentes manifestações culturais e que promova uma compreensão contínua da realidade, Sóter, coordenador-geral da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, afirmou que devemos trabalhar meios para sermos ouvidos já que os canais para dizer já existem. O tema das novas tecnologias e as mobilizações importantes que surgiram nesse contexto também foram levantadas na discussão e os participantes demonstraram muito interesse na busca pela transformação social e pela valorização da educação.

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